segunda-feira, 30 de abril de 2012

41º Capítulo de Sempre Um Começo

Quadragésimo Primeiro Capítulo
Aline



Quando Cecilia saiu correndo, eu e Luisa esperamos que o sinal batesse para que voltássemos para nossas aulas. Ela estava voltando à época em que era uma fofa comigo, mas felizmente, não era mais malvada a ninguém. Pelo menos, ninguém que não nos machucasse.
                Eu sabia que nem Ceci nem Vinicius voltariam para as aulas da 9º1ª daquele dia. Era claro que os dois tinham dado um jeito de escapar da escola no final do intervalo ou estavam escondidos em algum lugar onde as câmeras não pudessem vê-los. Só espero que não tenham decidido se esconder em uma das cabines dos banheiros. Imagine a reação de uma inspetora ao ver um tênis feminino e um masculino ao mesmo tempo naquele lugar mínimo? É, ela poderia pensar coisas bem piores do que a realidade.
                Durante todo o resto do dia, tentei me desligar da realidade. Melissa nem apareceu para suas últimas aulas, simplesmente, deixou uma estagiária passar mais de quinze páginas de exercícios. tenho a impressão de que aquilo foi uma vingança por ter me visto na direção da sala de Paolo.
                Eu nem pude falar com ele, já que sua ex-esposa teve um ataque histérico que acabou levando a sua demissão. Finalmente, Melissa sairia desse jogo. A verdade é que nem ela nem Davi pertenciam àquela história. O garoto de olhos azuis só estava prejudicando o romance de minha amiga com o loirinho. Será que ele não se tocava disso?
                Na saída, não resisti a procurar meus dois novos amigos: Cecilia e Vinicius. Obviamente, eles não estavam em lugar nenhum. Quis perguntar a Felipe e a Luisa se algum deles os vira, mas sabia que a situação ficaria um pouco constrangedora. Não devemos esquecer que até pouquíssimo tempo Ceci era namorada de Fe.
                Foi então que esbarrei com Davi. Ele parecia feliz em encontrar alguém que já conhecia naquele colégio. – Você viu a Cecilia, Ali? É que eu precisava conversar com ela... Aconteceu uma coisa ontem e eu...
                -Sem querer acabar com suas expectativas – interrompi – mas já acabando: a Ceci não está disponível. Eu adoro você e vocês formam um casal lindo, mas ela “já tem dono”.
                Seu olhar congelou. Ele não estava esperando algo daquele jeito. Depois de seu beijo com Cecilia, talvez Davi acreditasse que ela o amava. Minha amiga causava esse efeito e, pela sua longa lista de ficantes, acabava criando uma grande confusão. Veja o que aconteceu com Felipe e Paolo.
                -Que dono? Felipe? Mas ele não está namorando aquela... Luisa? – percebi que Davi estava desesperado. Definitivamente, ele não estava acostumado com as mudanças de humor (e de amor) de Cecilia.
                Dei uma risada sem-graça. Era horrível entender o que ele estava sentindo, a mesma coisa acontecera comigo quando descobri que Paolo já tinha se casado. Era como se o seu mundo se quebrasse em vários pedaços. – Ela... Cecilia está com Vinicius.
                Davi perdeu toda a cor de seu rosto. Tive pena do que estava lhe acontecendo. Ele podia ser metido e intrometido, mas não merecia aquilo. Ceci não estava sendo honesta o usando daquela maneira. – Mas a gente se beijou ontem!
                Não sabia mais o que dizer, então, pensei em como podia distrai-lo. Porém, quando estava prestes a perguntar como fora seu dia de aula, Lola apareceu em meu caminho. – Ah, Davi, você, pelo visto, é mais um que a Cecilia quebrou o coração, né?
                -Eu achei que você fosse amiga da Cecilia – afirmei irritada. Aquela ruiva estava muito sem noção ultimamente. E algo nela ainda não me enganava. Era como se Lola estivesse o tempo todo sendo... Falsa.
                -E sou! – afirmou Lola – Mas vamos falar a verdade. Ela anda sendo a maior “pegadora” do colégio, para não usar um termo bem mais feio!
                Minha paciência se esgotava aos poucos. – A Ceci se acha a Deusa só porque meia dúzia de meninos se apaixonaram por ela. Ah, fala sério. Até você é mais bonita que ela.
                A forma pejorativa como Lola me tratou e ainda falou mal de minha amiga me deixou louca. Sabia que estava sendo inconsequente e que aquela situação me causaria muitos problemas, mas simplesmente agi por impulso. Sem nem esperar que a ruiva continuasse, pulei em cima dela.
                -Me solta! – gritava Lola enquanto puxávamos nossos cabelos. Quis liberar toda a raiva que sentia por ela e Melissa. Mas não demorou nem cinco minutos para que braços me soltassem da falsa amiga de Cecilia e me fizessem respirar com calma.
                Eu podia brigar com a pessoa e arranjar mais encrenca, porém, algo naquele toque me levava ao Paraíso, então simplesmente encostei minha cabeça em seu peito e sussurrei. – Obrigada, Paolo.
                -Pode sempre contar comigo, Aline, mas agora teremos que seguir o que manda o roteiro – disse o diretor antes de, obviamente, começar a dar a bronca que eu sabia que levaria. Entretanto, não escutava nada, pois suas doces palavras ainda ressoavam em meu ouvido.
                Pode sempre contar comigo, Aline.
Escrito por StarGirlie.

As coisas começam a se ajustar...

Com o fim da oitava semana de Sempre Um Começo, começamos a entrar na reta final da novela. Como alguns já perceberam (né, Lara?), as antigas tensões estão acabando aos poucos. Porém, não se preocupem: ainda haverá muita emoção nesses últimos capítulos!


Beijinhos, StarGirlie.

40º Capítulo de Sempre Um Começo

Quadragésimo Capítulo
Cecilia


                Eu não podia acreditar naquilo. Tudo bem, depois de tanta coisa que aconteceu, já estava superando o fato de que tinha ficado com meu diretor, com meu melhor amigo e com Felipe em menos de dois meses. Porém, aquela revelação estava mexendo com minha mente.
                Será possível que eu fosse tão... ao ponto de ter ficado com duas gerações da mesma família? O pai, Paolo, e o filho, Davi? Mas como saberia? Todos do colégio acreditavam que o professor não tinha mais que vinte e poucos anos, entretanto, agora estava claro que ele passava dos trinta.
                Não sabia se ria ou se chorava, então, quando olhei para Luisa a resposta veio em minha mente. Juntas, começamos a gargalhar sem controle algum. Aline, até então escondida em um lugar que ninguém a viu, surgiu com uma reação totalmente diferente. Era possível perceber o choque em seu rosto e a mágoa por ter sido enganada.
                Paramos de rir e junto com Ali, saímos do corredor antes que Paolo decidisse nos “demitir” também. Quando alcançamos o pé da escada, nos sentamos em um degrau e segurei a mão de nossa amiga loira. As lágrimas estavam começando a cair em seu rosto angelical. – Não chora, Aline. Não vale a pena e nem tem motivo, na verdade. Você devia estar comemorando! A Melissa vai embora!
                Ali me olhou como se eu estivesse louca. O problema é que a traição fora muito mais pessoal para ela: Paolo não tinha a idade que alegava, ou não desmentia, ter, tinha um filho da idade dela e ainda assim os dois quase se beijaram diversas vezes. – Ele não é o príncipe que eu imaginei que fosse, Ceci. Ele é um pedófilio mesmo, só pode ser. Paolo tem, literalmente, a idade para ser meu pai!
                Apesar de não estar totalmente de bem com a Luisa (ah, eu não podia esquecer aqueles beijos com Felipe tão cedo, né?), gostei de ter sua companhia naquele momento. Ela sabia como reagir e como cuidar de Aline melhor que eu. – Ele não é um pedófilio. Se Paolo tentou te beijar alguma vez, só quer dizer que ele sentia algo por você.
                -É, mas ele sentia mais por Cecilia. Eles se beijaram na noite da Festa da Belle, esqueceu? – tremi. Era verdade o que ela dizia, mas as circunstâncias eram outras. Nós não estávamos apaixonados, estávamos fugindo de nossos sentimentos por outras pessoas: Vinicius e Aline.
                Resolvi interferir, já que Luisa não sabia o que dizer. – Eu não gosto de Paolo. Ele não gosta de mim. Ponto final, ok? Nosso beijo foi uma válvula de escape. Nós dois estávamos tristes, enciumados ao ver nossos amores interagindo e simplesmente tomamos uma decisão errada. Ele nos fez prometer que não iríamos repetir aquilo nunca mais.
                -Sério? – perguntou Aline secando suas lágrimas. Era claro o quanto ela gostava daquele professor e me magoava ter interferido naquele romance, mesmo que por vingança.
                -Aham. Ele é apaixonado por você, Ali. Não sei como Paolo pode ser louco de se apaixonar por uma aluna, mas é. Talvez vocês sejam a Aria e o Ezra* um do outro! – continuou Luisa, apoiando-me. Apesar de ela só ter dito aquilo tudo para animar Aline, eu sabia que era só verdade.
                Arrumei o cabelo e a maquiagem de Aline, enquanto dizia: - Você devia parar de se importar com o passado de Paolo. Tá bom, ele é pai do meu melhor amigo. Dane-se! A Melissa nunca prestou e tenho certeza que só falou sobre Davi para que você descobrisse o parentesco deles da pior forma possível.
                -Espera um instante... – os olhos de Aline se arregalaram – Você ficou com Davi, não ficou? – concordei com a cabeça – Ai. Meu. Deus.
                Começamos a rir novamente até que Ali não tinha mais nenhum resquício de tristeza. Ela já sabia o que faria. Iria tentar com todas as suas forças que o romance com Paolo desse certo. Talvez Melissa tivesse atrapalhado aquele dia, mas não atrapalharia nenhum outro.
                Então, meu celular vibrou. Uma nova mensagem vinda de... Meu coração parou. Eu não recebia uma mensagem desse número fazia muito tempo. Não sabia o que fazer, já que responder simplesmente não era a melhor opção.
                Levantei-me apressadamente, dizendo para minhas amigas a frase que há tanto tempo eu quis dizer:
                -Eu acho que finalmente vou ter meu final feliz – e saí correndo pelo pátio em direção ao bosque. Lembrei-me daquele primeiro dia de aula quando relacionei os alunos desse colégio com pessoas na praia. Sabia que sob a luz do sol eu também estava brilhando.
                Cheguei ao ponto descrito na mensagem e tive que parar para respirar. Não importava o quão grande fosse meu brilho, nunca se compararia ao dele. Ao do meu sol pessoal.
                -Você veio.
Escrito por StarGirlie.
*Aria e Ezra são o casal aluna-professor da série Pretty Little Liars e que me inspirou para a criação de Aline e Paolo, além de outros casais que não deram muito certo como Spencer e Jane de Fofoqueira Fina. 
Obs: sei que o capítulo 40 acabou se atrasando e hoje deveria ser o 41. Por isso, tentarei postar o 41 também hoje, só que mais tarde. Espero que entendam que estou bem atrapalhada com meus compromissos.  

Proteja-me, meu anjo!

       Não me deixe sozinha, anjo. Proteja-me de todo o mal e me cubra de luz. Não deixe que eu me esqueça de toda minha força nem de como sou capaz de passar por tudo isso. Livre-me da minha insegurança e me envolva com suas longas asas brancas.
        Eu me lembro de quando você não era um anjo, da época em que você era meu amor, mas sempre meu protetor. E sinto falta de sentir seus dedos nos meus em uma noite fria de julho, de escutar sua voz mesmo que fosse em sonhos.
         Agora, você está muito longe, me protegendo, mas se afastando. Temo que um dia eu não me lembre mais de nosso passado. Então, peço: não deixe que nosso passado juntos se apague, anjo.

Beijinhos, StarGirlie.
Curiosidade: Esse texto foi um pouco inspirado nos livros Beijada por um anjo e na novela Maldade Angelical.

sábado, 28 de abril de 2012

Quem nunca a amou?

Um assunto que está sendo abordado com bastante frequência nos capítulos de Sempre Um Começo é o fato de que todos os garotos da história se apaixonaram, mesmo que de leve, por Cecilia. A adolescente namorou com Felipe e ficou com Paolo e Davi (algo que se tornou beeeeem incômodo no último capítulo lançado), além de ter conquistado Vinicius, Fábio e Leonardo simplesmente sendo ela mesma. 


Beijinhos, StarGirlie.
Obs: antes que perguntem, o Drake Bell "interpreta" o Leonardo, enquanto o Nick Jonas bronzeado e de olhos azuis "faz o papel" de Davi.

39º Capítulo de Sempre Um Começo

Trigésimo Nono Capítulo
Luisa




                Não sei o que Aline estava pensando quando passou por todo o pátio correndo e subiu as escadas numa pressa só, como se o sinal tivesse batido e ela estivesse muito atrasada. Mas era exatamente esse o problema: o intervalo estava longe de acabar e só havia um motivo que justificasse aquela corrida.
                Eu sei que estávamos recuperando nosso contato aos poucos, nos readicionando no MSN, voltando a mandar mensagem uma para a outra, mas ainda não estava habilitada para me interferir em suas escolhas. Na verdade, acho que mesmo que Aline tenha voltado a ser gentil como antes, ela nunca mais seria submissa. E isso era um ponto forte em sua nova personalidade.
                Apesar de estar feliz com Felipe e com Ali, ainda sentia falta de Cecilia. Ela fora minha melhor amiga quando mais precisei e não queria perdê-la. Porém, o que fiz foi imperdoável. Ela nunca iria me querer próxima novamente. Eu fora a pessoa mais traidora possível até mais que Fe.
                Pelo menos, Ceci não era uma inconsequente como eu ou Aline e não estava planejando vingança alguma nem tentando agir como se o mundo estivesse sob seus pés. Ela simplesmente continuava a ser a garota doce e aparentemente feliz de sempre. Porém, sua única amiga que permanecera foi Lola. O que não me agradava nem um pouco.
                Era possível perceber que Lola não estava sendo sincera com mais ninguém. Sua transformação não era mais apenas visual e ela vivia destratando as pessoas menos favorecidas sendo em dinheiro, beleza ou até inteligência. E Cecilia parecia não ver nada disso.
                Enquanto observava Ceci e Lola conversando, percebi que a professora Melissa, que estava atrás delas até alguns segundos atrás, sumira. Procurei-a com os olhos, já que Felipe me abraçava, e a encontrei no pé da escada. Ela parecia tentar escutar a conversa que vinha lá de cima, mas era óbvio que não conseguia.
                Então, seus pés começaram a subir os degraus correndo e tive um mau pressentimento. Melissa era ex-mulher de Paolo e estava claro que ainda era apaixonada por ele. Encontrar Aline conversando com o diretor em um ambiente vazio seria o prato perfeito para se vingar. O ex-professor de Português seria demitido, e talvez até preso, enquanto minha amiga seria expulsa.
                Soltei-me do aperto de Felipe desesperadamente e comecei a correr em direção às escadas. – Luisa! – ele gritou, sem entender o que eu estava fazendo. Felizmente, meu namorado sabia que minhas ações sempre tinham um motivo, então não me seguiu. Porém, outra pessoa fez isso pelo próprio.
                Cecilia estava em meu encalço, mas Lola, por sorte, não seguira seu caminho. Deveria saber que aquilo não teria nada de interessante e, apesar de ser uma badgirl, ainda não estava preparada para se meter em problemas sérios. Ridícula né?
                Minha melhor amiga me alcançou em alguns segundos. – Aline está encrencada né? – era bom saber que, pelo menos, naquele momento estávamos no mesmo barco. Um barco furado, mas juntas.
                -Sim. É bom que Paolo não seja louco e eles não se beijem no colégio, senão... – olhei para as escadas acima. Melissa já estava em um dos corredores. As chances de conseguirmos salvar Ali estavam diminuindo.
                -Não vamos pensar nesse “senão” – disse Cecilia, enquanto chegávamos ao andar da sala do diretor. Escutamos vozes vindas de não muito longe e seguimos o som. Ambas tentávamos não entender o que elas diziam com medo de significar a expulsão de nossa amiga ou pior... A prisão de Paolo.
                Quando chegamos à porta da sala, ela estava escancarada. Aline não estava em nenhum lugar que pudéssemos ver, mas, mesmo assim, Melissa parecia muito alterada. Começamos a nos aproximar de forma discreta e pudemos enfim escutar a conversa.
                -Acho que você não pode mais trabalhar nesse colégio, Melissa. O modo como você tratou aquela aluna deixou claro o quanto nesse merece estar aqui – sentimos um arrepio. Aquela aluna se trataria de Aline?
                -Eu achei... – Paolo nem deixou que sua ex-esposa terminasse a frase. – Você não deve achar nada dentro dessa escola e por isso está demitida.
                -E meu filho? – perguntou a ex-professora, tentando segurar as lágrimas. Tanto eu quanto Cecilia havíamos visto Davi na escola pela manhã, mas ele sumira depois de ter aulas na 9º3ª.
                -Ele pode continuar a estudar nesse colégio ou você esqueceu que Davi também é meu filho? – o ar sumiu de meus pulmões. Paolo não poderia estar falando sério.
                Olhei para Ceci, relacionando os fatos das últimas semanas. Ela parecia prestes a desmaiar. – Quer dizer que eu beijei o pai e o filho?
                Escrito por StarGirlie.

Frases de A Fera

           "-O que posso dizer? Prefiro conteúdo a aparência.
            -Uma espécie em extinção.
            -Ainda pode fazer parte."

"Desejei que pudesse libertá-la e que ela me dissesse: Não, eu vou ficar. Não porque você está me obrigando, nem porque tenho pena de você, mas porque quero ficar aqui ao seu lado."


Beijinhos, StarGirlie.

Amor e mais amor

          O que seria de nós se não nos déssemos a chance de amar? Se nos fechássemos para todo sentimento, nos protegendo dos ruins, mas impedindo que os bons se aproximassem?
           Imagine como seria horrível um mundo sem esperança, sem nada em que acreditar, sem ninguém para amar ou simplesmente confiar. Imagine como seria terrível um mundo sem amor... Não, não dá nem para imaginar.
           Eu amo poder amar mesmo que isso corte meu coração várias vezes, mesmo que isso me coloque na categoria "vulnerável". É graças ao amor que hoje tenho as melhores lembranças do mundo. E tenho certeza que você também as tem.

Beijinhos, StarGirlie.

38º Capítulo de Sempre Um Começo

Trigésimo Oitavo Capítulo
Aline




                Não sei o que aconteceu comigo ou com toda minha maldade, mas ao saber que Felipe e Luisa tinham se acertado e que Cecilia e Davi estavam passando um bom tempo juntos fiquei extremamente feliz. Talvez, eu não fosse tão ruim quanto parecia. Talvez, só talvez, gostasse de ver os outros viverem as suas vidas como sempre quiseram.
                Durante o intervalo das aulas, decidi passar um tempo sozinha. Não queria mais ter que fingir ser a malvada para Júlia, Fábio e Leonardo, mas não estava preparada para enfrentá-los naquele momento. Além disso, pretendia contar toda a verdade para minha mãe naquela tarde. Minha maldade não nascera comigo, ela havia sido cultivada pelas mágoas e rancores que tive a vida inteira. Finalmente, eles desapareceram.
                Sentei-me sob a sombra de uma árvore e coloquei meus fones de ouvido. O céu estava azul como só conseguia ficar depois de uma tempestade. Era bom que a época ruim entre meus amigos finalmente acabara. Cecilia e Luisa poderiam nunca mais ser amigas, mas eu poderia ser amiga de ambas. Felizmente, não fazia o meu tipo roubar o namorado da melhor amiga.
                -Ali? – escutei uma voz atrás de mim. Me virei e encontrei Vinicius em pé, me observando com aquele seu olhar triste. Ele era tão doce e sincero, mas, desde que voltara para a casa de seus pais, não estávamos mais conversando.
                -Oi, Vinicius – gostei quando ele se sentou ao meu lado sem parecer nem um pouco tenso. Era estranho ter que conviver com seu ex-namorado, sabendo que ele só tinha te usado para fazer ciúmes em sua ex-inimiga. Mas havia muita coisa pior que aquilo, então, só me restava superar.
                Vini olhou para o céu azul, daquele jeito pensativo de sempre. – Faz tempo que não te vejo como a Aline de antes. Aquela de cabelos loiros longos e olhos verdes que quase ninguém tinha reparado.
                Percebi que aquilo não era um xingamento, ele estava apenas contando a verdade. E eu gostava de escutar aquilo vindo de sua boca. – Acho que percebi que sou aquela garota não a malvada. Os novos casais me mostraram que o ódio não leva a nada.
                Vinicius me encarou como se eu tivesse falado algo inesperado. E pior que era mesmo – Você não quer mais se vingar de mim, Luisa e Cecilia?
                -Eu não vou me vingar de mais ninguém. Ainda estou um pouco chateada com você e com Lola por causa daquelas bonecas enforcadas – é, eu acabara descobrindo a verdade através do próprio Vinicius – mas não vou mais humilhar ninguém. Chega de vinganças, de planos maléficos. Quero viver meu último ano antes do Ensino Médio da melhor forma possível.
                Meu ex-namorado sorriu com aqueles lábios tão beijáveis e tive vontade de esquecer todo o nosso passado, todas as câmeras do colégio e simplesmente agarrá-lo. Sabia que ele ainda nutria sentimentos por Cecilia, mas qual garoto não sentia algo por ela? Se fosse eliminar todos os que já gostaram ou gostavam dela, não sobraria quase nenhum.
                Entretanto, quando estava prestes a me encrencar e beijar Vinicius, lembrei-me de Paolo, de seus olhos castanhos e de como ele me deixava tonta. – Você vai tentar recuperar Cecilia? – perguntei, tentando distrair meu ex, enquanto pensava no que faria. Iria atrás do diretor e tentaria arranjar um jeito de não perdê-lo? Eu estava louca?
                -Acho que não, Ali. Ela não me ama. Foi tão fácil para ela superar que eu “gostava” de Luisa, e começar a namorar Felipe. Depois, quando começamos a namorar, ela foi lá e beijou o Paolo. E agora que o Felipe escolheu a Luisa, a Cecilia beijou o Davi. Em nenhuma das situações, ela pensou em mim.
                Vinicius estava tão magoado com Ceci que não podia ver o óbvio – Vini, acorda! Ela começou a namorar Felipe justamente para mostrar que não precisava de você quando, na verdade, precisava. Ela beijou Paolo como uma forma de se vingar de mim depois que comecei a namorar você. E ela ficou com Davi, porque mesmo quando Felipe estava com Luisa, você, ao invés de correr atrás dela, ficou dormindo na minha casa. Cecilia está chateada com você e tem toda a razão de estar.
                 O silêncio que se deu a seguir foi claro. Vinicius, finalmente, tomaria uma atitude mesmo que isso significasse levar o maior fora de Ceci. E eu iria até Paolo não importava o que acontecesse. Depois de amá-lo por tanto tempo, nós dois merecíamos um momento.
                -Boa sorte, Vini – disse, enquanto me levantava para ir até a sala do diretor. – Pra você também, Ali – respondeu meu ex-namorado como se soubesse o que eu iria fazer. Talvez minhas ações fossem muito óbvias até para um desligado como ele.
                -Vou precisar.
Escrito por StarGirlie.
OBS: o capítulo 39 será postado ainda hoje durante a noite, enquanto o 40 será postado amanhã.

Resultado da Enquete - Parte 2

Finalmente, temos um resultado para a enquete que estava acontecendo há duas semanas. E qual é a semana de Sempre Um Começo favorita? (lembrando que atualmente estamos na oitava e a enquete só permitia votar até a quinta)


E a semana favorita foi a quinta quando Cecilia e Vinicius passam a dividir a mesma casa!
Beijinhos, StarGirlie.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Salve-me antes que seja tarde demais

           Estou em desespero. Não há nenhum lugar em que possa ser eu mesma. Todos me impõem regras que sabem que irão me matar. Estão pouco se importando para meus sentimentos, para a forma que estou sendo obrigada a viver.
            No fundo, sei que não há esperança alguma para mim. Ninguém me amará caso eu não seja o estereótipo de garota perfeita. E se não me encaixar nisso? Simples: todos irão dizer que "já fui melhor" e que "esperam que um dia eu melhore".
            Porque, na verdade, não há nenhuma pessoa que ame quem eu sou de verdade. A adolescente com falhas, qualidades e um passado que a marcou para sempre. E o pior de tudo é que ninguém nem quer tentar me entender. Sou apenas mais uma lembrança que um dia será esquecida. Só espero o momento para que isso aconteça.

Beijinhos, StarGirlie.

Sofrimento

              Sempre há algo que quebra seu coração e dificilmente você consegue esquecer ou superar isso.
              E não importa quanto o Destino tente corrigir o erro... Ele estará lá
Até que o amor cure as feridas e transborde o orgulho.
Até que o sofrimento seja engraçado e a dor apenas um passado hilário.
Até que o ciúme não consuma meu coração.
Bem... Até que eu possa ser sua.

Beijinhos, StarGirlie.
Curiosidade: Esse texto foi escrito no colégio e foi, originalmente, ilustrado.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

37º Capítulo de Sempre Um Começo

Trigésimo Sétimo Capítulo
Cecilia




                Quem mais me trairia? Meus pais? Minha tia? Davi? Porque, meu Deus, ninguém mais conseguia ser simplesmente fiel a mim. Era como se não me dizer a verdade fosse uma grande jogo. Desde quando eu me tornei alguém tão odiada?
                 Não queria ir para casa. Ter que ver a carinha de pânico de minha mãe ao me encontrar naquele estado só pioraria toda a situação. Eu precisava ir para um lugar onde ninguém me visse. E só conhecia um lugar assim.
                Corri pelas árvores, tentando me afastar o máximo das casas do meu bairro. Se Felipe, Aline, Luisa ou até Vinicius percebessem que eu estava indo para uma floresta, provavelmente imaginariam que aquilo era uma fuga. Pena que eles estariam errados. Como eu queria poder fugir e simplesmente nunca mais voltar.
                Em menos de cinco minutos de caminhada, dei de cara com a casa que havia encontrado pouco tempo depois de me mudar. Ela parecia abandonada há décadas e sabia que alguns lugares eram impossíveis de adentrar. Por exemplo, tentar chegar ao segundo andar era uma tentativa de suicídio já que a escada estava totalmente destruída.
                O melhor de tudo era que mesmo que fosse longe da civilização, naquela casa, o sinal da minha operadora de celular pegava e então, eu podia mexer na Internet sem problema algum. Além disso, semanas antes, deixara alguns livros guardados ali para que pudesse ler quando estivesse muito triste. Havia chegado o momento perfeito.
                Aquele lugar era muito perigoso para uma menina ficar ali sozinha, mas eu não tinha medo. Se acontecesse alguma coisa, havia uma arma escondida perto da estante de livros e era fácil alcançá-la. Acreditem, eu treinara para isso.
                Escolhi um título e me aproximei da janela que dava para um antigo jardim, provavelmente, de rosas. A Fera. O filme era tão romântico que eu esperava que o livro não decepcionasse.
                Nem percebi as horas passando até que vi o céu escurecer e entendi que era hora de embora. Recolhi minhas coisas, porém, quando me preparava para sair da sala, escutei barulhos vindos da entrada. Um arrepio passou pela minha espinha.
                Comecei a me aproximar calmamente da arma e a coloquei em minha mão. Esperei o intruso, com ela apontada, porém, sabia que não podia atirar sem saber quem era. Imagine se fosse algum conhecido meu? Ou simplesmente o dono do terreno?
                E, então, Davi entrou na sala. Seu rosto passou de desconfiado e com um pouco de medo para totalmente apavorado. Ele levantou as mãos em sinal de rendição e avisou:
                -Cecilia, sou eu. O Davi. Por favor, não atire – abaixei a arma imediatamente. Ele era meu melhor amigo. Estava pensando o quê? Que eu simplesmente o mataria como se não fosse nada? Mal conseguia matar uma mosca, imagine um ser humano.
                -Claro que não vou atirar. Eu só pensei que podia ser um estuprador ou sei lá – sentei-me em um sofá antigo e Davi me acompanhou. – Mas o que você está fazendo aqui?
                -Eu... Eu não sei, Cecilia. Quis andar pela floresta depois que fui até sua casa e você não estava lá. Encontrei essa casa e te vi pela janela. Fiquei um preocupado com o que poderia ter lhe acontecido – explicou meu melhor amigo, antes de sorrir e segurar minha mão – Mas vejo que você está bem. Como sempre.
                Coloquei minha cabeça em seu ombro e o abracei. Pela primeira vez em um bom tempo, sentia que havia alguém que queria escutar meus desabafos sem reclamar da minha fraqueza, sem dizer que eu tinha que superar, sem esperar que eu perdoasse os erros dos outros.
                -Eu não estou bem, Davi. Eu não tenho ninguém nesse mundo. Meus amigos vivem agindo pelas costas. Meu namorado me traiu com minha melhor amiga. Minha escola é um inferno. Meus pais só querem saber de mim quando estou no padrão correto: perfeita. Nenhum deles aceita meus defeitos ou que estou sofrendo. Ninguém se importa.  
                As lágrimas caíam de meus olhos, mas gostei de sentir o calor do corpo de Davi irradiando para o meu. Ele segurou meu queixo e o levantou – Você tem a mim, Cecilia. Eu preciso te contar uma coisa...
                -O quê? – perguntei, enxugando meu rosto. – Eu só vim para cá, porque sabia que você estava morando aqui. Eu vim por você, Cecilia. Eu vim porque...
                -Porque... – incitei, já temendo a resposta. Era como se todos os momentos que passamos juntos no passado estivessem rondando minha mente.
                -Porque eu te amo, Cecilia. Eu sempre te amei – e, enquanto as lágrimas ainda pingavam de meu rosto, enquanto meu mundo desabava, enquanto minha vida acabava lentamente, apenas deixei que Davi me beijasse. Não era a coisa mais certa, mas, naquele breve momento, foi a única ação que me faria sorrir.
Escrito por StarGirlie.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Um passado tão bom

"Quem me dera a época de olhares e raivinhas bobas pudesse voltar. Quem me dera o momento em que eu era apenas uma adolescente retornasse. Quem me dera que as coisas fossem tão simples novamente. Porém, o tempo bom já passou. As dificuldades estão aumentando. Mas um dia, a tempestade irá acabar e até mesmo aquele tempo será considerado 'tão pouco' comparado ao presente."

Beijinhos, StarGirlie.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Hero: A Música Mais Escutada de Hoje

Nossa, há quanto tempo esse quadro não aparece por aqui, hein? Como hoje é um dia beeem especial para mim, resolvi postar uma música que apareceu lá na primeira novela daqui do blog: Hero do filme Starstruck. Não sei se os leitores de Fofoqueira Fina se lembram, mas essa era a trilha sonora de Daniel. Quem não se derrete com o Sterling Knight (o intérprete do personagem)? Além disso, essa música se aplica perfeitamente a relação que ele tinha com Monica. 


Posso contar um segredinho? Monica e Daniel são meu casal favorito até hoje!
Beijinhos, StarGirlie.

Você pode enfrentá-las?

Hoje, o capítulo de Sempre Um Começo vai dar uma atrasadinha (já é quase uma da manhã enquanto programo esse post e a história ainda não foi escrita), porém, tentarei de tudo para postá-lo ainda hoje. 
Já que vocês vão sentir falta de nossos personagens por um mínimo tempo, que tal uma propaganda para compensar?


Beijinhos, StarGirlie.

Não importa o que eu faça

"A verdade é que quando você ama uma pessoa, ela sempre fará parte de você. Não importa o quanto você tente esquecê-la, o quanto tente substituí-la. O espaço que ela ocupou em seu coração nunca será preenchido por outro alguém. É difícil enfrentar essa realidade, mas não posso me enganar com falsas esperanças: eu nunca te esquecerei, não importa o quanto o Destino, ou minha própria mente, tente."

Beijinhos, StarGirlie.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Frases da Taylor Swift

Não sei se vou repetir esse quadro de frases com cantoras/atrizes famosas, mas adorei a ideia de colocar os pensamentos de algumas delas aqui no blog. Espero que gostem.

"Você tem que dizer aquilo que está sentindo quando realmente estiver sentindo."


"Palavras podem quebrar o coração de alguém em vários pedaços, mas elas também podem colocá-los no lugar."


"Eu costumava pensar que um dia ia contar nossa história." 


Beijinhos, StarGirlie.
Obs: não consigo pensar na Taylor sem pensar na RockSany! Saudades de você :/

Escolhas por impulso

Infelizmente, hoje vimos Cecilia descobrindo mais algumas traições vindas de seus amigos. A garota já tão magoada parece que nunca tem paz. Será que ela tentará se vingar como Aline já fez? Irá tentar algo definitivo como Luisa? Ou se tornará alguém frio como Lola?


Beijinhos, StarGirlie.

36º Capítulo de Sempre Um Começo

Trigésimo Sexto Capítulo
Luisa




                Ter passado o fim de semana com Felipe foi o melhor presente que o Destino poderia ter me dado. Depois de tantos problemas, de tantas amigas perdidas por minha causa e de tantas dúvidas, finalmente fiquei com a pessoa que mais amo no mundo. E foram os melhores momentos da minha vida.
                Porém, sempre a realidade volta e logo já era segunda-feira. Minha irmã se ofereceu para me levar para o colégio, então não pude recusar. Daniele estava tão fofa ultimamente, que não tinha como odiá-la. Agora que havíamos revelado nossas fraquezas, tudo estava muito mais fácil.
                Nem me preocupei em falar com Cecilia quando cheguei à escola, na verdade. Ter visto Felipe me esperando na entrada simplesmente me fez esquecer todo o resto. E, infelizmente, minha melhor amiga fazia parte do “resto”. É, eu era uma pessoa horrível.
                -Olá, Luh – disse Fe me abraçando logo que desci do carro de Daniele. Ela deu uma risadinha como se soubesse o quanto aquilo estava errado e, no fim, não se importasse. Ela sempre me apoiaria, mesmo que isso significasse estar no lado errado.
                Encostei minha cabeça no peito de Felipe e inspirei seu aroma. – Oi, Fe – mesmo escutando o sinal tocar não muito distante dali, nem me mexi. Era tão estúpido pensar em ir para a aula, enquanto tinha tudo que queria nos meus braços. Porém, pelo lado bom, meu amor era da minha sala.
                Meu coração pareceu saltar quando meu melhor amigo segurou minha mão. Eu não sabia como reagir com aquele carinho sendo exposto. Felizmente, não havia ninguém em volta e Felipe já estava acostumado com minhas bochechas rosadas.
                Eu poderia passar horas falando de minha felicidade melosa e blá-blá-blá, mas quem se interessa por essas bobagens românticas? Tá, se você estiver lendo um livro de romance, tudo bem. Mas estamos falando da vida de adolescentes que estão pouco se lixando para estarem no comum!
                Bem, que tal pularmos para a parte que eu estava em minha casa assistindo um filme de ação, quando sou interrompida por uma pessoa alterada? Repararam o quanto minha casa anda movimentada? Nem sei como não fecham essa porta, mas...
                -Acho que precisamos conversar, Luisa – era Cecilia. E ela não parecia nem um pouco disposta a escutar minhas desculpas.
                Sentei-me em minha cama e deixei que minha melhor amiga entrasse no quarto. Reparei que ela usava saltos tão altos quanto possível como se deixasse claro que não estava em nenhuma desvantagem em relação a mim. Não sei como Ceci tinha tanta necessidade de provar isso. A garota não percebia o quanto todos corriam atrás dela?
                Quando ela sentou na beira de minha cama, percebi que seu olhar voou para o porta-retrato que tinha uma foto minha com Felipe e a própria na festa de Aline. A verdade é que não sei bem quem tirou aquela imagem, mas a encontrei no Facebook de Ali e não resisti a colocá-la em lugar especial.
                Porém, naquela foto, Fe não era meu namorado. Ele era o de Cecilia, que naquela época era a melhor amiga que a vida poderia me dar. Na verdade, ela continuava sendo assim. A traidora aqui era eu. E a foto deixava isso ainda mais claro.
                Felipe e Cecilia dançavam animadamente enquanto eu os observava de longe com aquele sorriso feliz em um dos últimos momentos antes de perceber que meu amor por meu melhor amigo era inevitável. – Luh, o que é isso?
                -Vocês dois dançando... – comecei, mas minha amiga me interrompeu, nem deixando que eu saboreasse o momento de felicidade ao perceber que ela ainda me chamava pelo apelido. – Não nós três. Estou falando da janela da casa da Aline.
                Foi então que vi. A imagem estava numa qualidade tão boa que era possível ver Vinicius na janela do quarto de hóspedes de minha amiga... E o pior de tudo, estava conversando com a própria.
                -O que Vinicius... – Você não sabia, Ceci? Eu achei que ele, a Aline ou a Lola te contariam! – como eu pude ser burra ao ponto de não ter contado? Aquilo só a deixaria com mais raiva e mais mágoa de mim!
                -Lola? O que a Lola tem haver com isso? – mais uma falha. Será que eu poderia piorar a situação ainda mais? – Ela estava conversando com o Vinicius nesse quarto quando eu desmaiei.
                E enquanto via a raiva de Cecilia explodindo, desejei com todas minhas forças poder desmaiar naquele momento mesmo. Eu nunca vira minha amiga tendo um ataque dos nervos, mas aquilo fora a gota d’água.
                As lágrimas caíam de seus olhos, seus braços tremiam, sua voz estava aguda e ela não parecia a garota tão poderosa de minutos antes. Cecilia nunca estivera em um estado daquele e eu não podia fazer nada para ajudá-la. Era como ver o Titanic batendo no iceberg, sabendo que a maioria dos passageiros morreria em pouco tempo.
                Ver minha melhor amiga sofrendo daquele jeito foi um aviso claro: a velha Ceci havia sumido. Todos nós havíamos lhe traído: eu e Felipe nos beijando, Vinicius dormindo na casa de Aline, Ali e Lola escondendo sobre o paradeiro do loiro, Leo e Júlia apoiando minha ex-BFF em todos seus planos malignos...
                Porém, Davi não lhe traíra. E ela não confiaria em alguém que, segundo Felipe, era tão idiota, confiaria? Ao vê-la fugindo de meu quarto, tive uma certeza: o Fábio de olhos claros conseguira sua chance.
Escrito por StarGirlie.

Ele e Ela


Eu não poderia me expressar de forma melhor que esses dois "Diários". Então, não pude fazer nada a não ser postá-los com o devido crédito ao tumblr autor.
Beijinhos, StarGirlie.

domingo, 22 de abril de 2012

Sorria




               

                  Uma vez, você sorriu para mim e disse que me amava. Acho que nosso primeiro erro foi esse.  Amar.
                Não é fácil quando acordo e descubro o outro lado da cama vazio. Não é fácil ver a neve cair lá fora e não ter braços ao meu redor para me aquecer. Não é fácil saber que, em algum lugar, você me ama, e mesmo assim, não é o bastante para que fiquemos juntos.
                Tantas recordações... Ainda se lembra daquele momento em que você dançou comigo? Lembra que pisei no seu pé diversas vezes e, mesmo assim, você continuava a tentar me ensinar como se fazia? Lembra-se de como ríamos? Lembra-se de como estávamos felizes?
                O que aconteceu? O amor não bastou?
                Você me prometeu. Prometeu que iria durar para sempre, que nenhuma distância iria nos separar. O que aconteceu com a promessa? Quebrou-se, tão facilmente?

                Não peço que fique comigo... Só peço que, assim como eu, ainda lembre dos nossos momentos e sorria. Sorria, porque valeu a pena. Sorria, porque eu te amei. Sorria. Apenas, sorria.
                Sorria porque eu ainda te amo. Sorria.

                E, se não for pedir demais, não me esqueça.

                By Babi

Más escolhas, piores consequências

Finalmente, a sétima semana de Sempre Um Começou acabou. Depois do hiatus hiper rápido e dos capítulos serem postados no fim de semana, mais uma parte da história chegou ao fim. Como devo ter dito em algum post, já passamos da metade dos capítulos, porém ainda há muita coisa para rolar! Então, que tal uma nova propaganda para deixar todo mundo ansioso para o capítulo de amanhã?


Beijinhos, StarGirlie.

35º Capítulo de Sempre Um Começo

Trigésimo Quinto Capítulo
Aline




                Devo dizer que fiquei um pouco chateada quando foi Cecilia quem me contou sobre o namoro de Luisa e Felipe. Alguma parte de minha mente ainda tinha esperanças que minha ex-melhor amiga viria me contar caso seu sonho se realizasse. Porém, é claro que, depois de tudo que fiz, isso não aconteceu.
                -Ali? Está tudo bem com você? – perguntou Cecilia enquanto tomávamos sorvete na praça de alimentação do shopping. Ela estava sendo muito gentil em não despejar sua própria tristeza em mim. Eu sabia que a garota de cabelos castanhos estava sofrendo muito com a traição de seu namorado e sua melhor amiga.
                -Sim, sim. Eu só me sinto meio mal de não ter sido a primeira pessoa a saber disso – confessei, apesar de saber que isso mostrava um lado sensível meu que ninguém deveria conhecer. Porém, depois de tantas mágoas que Cecilia adquirira, algo me dizia que ela era a pessoa mais confiável que eu conhecia.
                Ceci suspirou e olhou para os restaurantes ao nosso redor. Percebi que ela segurava nervosamente seu celular como se dele dependesse sua vida. – Quem você está esperando que te ligue?
                A garota pareceu hesitar um pouco. – Não fique brava comigo, mas estou esperando uma ligação de Davi.
                Engasguei com o sorvete e tive que me controlar para não ter um ataque histérico. Ela não podia estar falando do Davi filho da Melissa, certo? Eles não teriam voltado a se falar, teriam? – Aquele Davi?
                Minha nova aliada olhou para o chão, engolindo o medo. Ela estava por tanta coisa e para piorar eu estava a pressionando. Que tipo de pessoa eu era? – Sim. Ele foi até minha casa ontem e me ajudou quando Felipe apareceu. Até fingiu que estava na disputa pelo meu coração só para me proteger.
                Estranhei a atitude de Davi. Desde que conhecera Cecilia, nenhum garoto se aproximara dela sem sentir pelo menos uma atração pela mesma. Felipe, Vinicius, Fábio, Leonardo, Paolo... Algo me dizia que esse padrão não se alterara.
                -Tem certeza que ele não sente nada por você, Ceci? Olha, todos os garotos que se envolvem com você, se apaixonam! É como se algo em você os atraísse de uma forma inevitável. E já que Davi te conhece há tanto tempo...
                Cecilia riu daquela forma doce que deixava o sexo masculino inteiro babando. – Até parece, Ali. Os meninos nem olham para mim. Veja os exemplos: Felipe era meu namorado e foi agarrar a Luisa na casa dela. Eu era apaixonada pelo Vinicius e ele gostava da Luisa. Aí em seguida, ele começou a namorar você. Fábio logo me dispensou quando descobriu que eu era da 91. Leonardo me traiu para te ajudar e tudo mais. E Paolo... – ela parecia em dúvida se devia continuar a falar sobre o professor que eu amava – Paolo se tornou um monstro depois de tomar o cargo de diretor.
                Pelo lado negativo, Cecilia tinha razão. Mas ela estava enganada sobre uma coisa: não importava o quanto eu e Luisa tentássemos, os garotos nunca gostavam apenas de nós. Eles sempre conseguiam enxergar a fofa Ceci.
                -Mas nada disso é isso. Felipe quase foi expulso por brigar por você. Vinicius me largou imediatamente depois que percebeu que tinha alguma chance com você. Fábio dispensou sua amiga, porque, na verdade, nunca te esqueceu e se arrepende até hoje por ter deixado você entrar em um quadrado amoroso com Fe, Vini e Paolo. Leonardo hesitou várias vezes em te entregar e só fez isso, pois sabe que você é capaz de se recuperar de qualquer baque. E, bem, Paolo te beijou mesmo sabendo que podia ser preso depois disso.
                Eu não sabia o que estava fazendo. Como podia estar animando a garota que até pouco tempo atrás era minha pior inimiga? Era como se minha alma me mandasse ajudá-la. Talvez fosse porque eu a entendia: nós duas havíamos sido magoadas pela mesma melhor amiga.
                O celular de Cecilia tocou e ela o colocou no viva-voz sem se importar de que todos os transeuntes do shopping poderiam escutar a conversa. – Oi, Cecilia – meu primeiro pensamento foi: que voz linda Davi tem.
                -Oi, Davi. Tudo bem com você? – percebi que minha amiga tentava não revirar os olhos. Era como se ela achasse sua relação com ele tão insignificante no quesito romance que aquela voz sensual chegava a ser ridícula.
                -Tudo... Eu poderia continuar perguntando se você também está bem, mas sei que não está. E por isso te proponho uma coisa: que tal largar sua amiga e vir ao cinema comigo para melhorar o astral? – nós duas engasgamos. Como ele poderia saber que estávamos juntas?
                -Como você... – começou Ceci, mas Davi a interrompeu. – Olhe para trás.
                Naquele momento em que nossas cabeças viraram, tive que me segurar para não pular da cadeira. Ele não era somente parecido com Fábio, era muito mais bonito que o próprio. E o pior de tudo era...
Você? – perguntei em choque. Eu conhecia Davi. Isso definitivamente não era um bom sinal.
Escrito por StarGirlie.

Sonhar e Amar

          Um dia, sonhei com o amor. Com o toque do meu amado, seus braços ao meu redor, sua voz em meu ouvido, sua respiração misturada à minha. 
          Um dia, sonhei estar amando. Porém, não era seus braços que estavam me abraçando, nem suas palavras que me acalmavam, muito menos seu ar que sumia junto ao meu.
          Então, um dia, finalmente, acordei. E, felizmente, era o seu amor que me acolhia, que me animava e que me protegia de todas as formas.
          Foi nesse dia que percebi que só haveria você em toda a minha vida.

Beijinhos, StarGirlie.

sábado, 21 de abril de 2012

34º Capítulo de Sempre Um Começo

Trigésimo Quarto Capítulo
Felipe



                Eu não sei o que estava pensando quando beijei Luisa no quarto dela. Não, eu não apenas a beijei. Fui quase muito mais além. E o pior de tudo é que enquanto estava com Luh, não pensei em nada além de como era bom estar de outra forma com minha melhor amiga. Como se sempre tivesse esperado aquilo. E talvez tivesse mesmo.
                Cecilia, obviamente, não atendia nenhum telefonema meu, porém, Luisa era o oposto. Passávamos nossos dias conversando e eu tinha a sensação de que nada poderia melhor. Ela me conhecia desde sempre, já abrira mão de diversas coisas para ficar comigo e parecia gostar de mim de verdade.
                Mas eu ainda namorava Ceci e seria um canalha se não tentasse nem ao mesmo em desculpar com ela. Tá, beijar Luisa daquele jeito não fora a ação mais honesta possível, porém, não escolhi isso. Era como se um ímã nos puxasse para cada vez mais perto.
                No sábado à tarde, decidi que precisava ver Luisa novamente. Mas antes teria que ir à casa de Cecilia e acabar com qualquer coisa que pudesse haver entre nós dois. Eu me sentia um babaca sendo tão insensível com ela, mas não sei o que aconteceu quando meus lábios tocaram os de Luh. Só sei que havia apenas uma garota em minha mente: a de cabelos pretos.
                Fui a pé até a casa de minha namorada, porém, antes de chegar até a porta, avistei-a conversando com um garoto que eu não conhecia. Ele se parecia muito com Fábio com exceção de que esse desconhecido tinha olhos azuis. Os dois pareciam muito próximos e percebi que os dois estavam de mãos dadas.
                Eu não tinha o direito de sentir ciúmes, não depois de todos aqueles beijos com Luisa, mas naquele momento, tive vontade de jogar o Fábio de olhos azuis para bem longe de Cecilia. Entendia quando ela considerava escolher Vinicius ou até mesmo Paolo, mas quem era esse?
                Saí de meu esconderijo e percebi que minha namorada tentou não demonstrar a raiva que praticamente estourava de seus olhos. Pela primeira vez, tive medo do que Ceci seria capaz. Ela era tão doce, mas poderia ser a pior inimiga. E eu não queria provar seu veneno.
                -Olá, Felipe – meu coração parou quando a mão do desconhecido segurou a dela. Será que ela já teria trocado de namorado sem nem me dizer? Era horrível sentir que não era importante para a pessoa que achava que amava.
                -Oi, Ceci – apontei para o garoto – Quem é esse?
                Cecilia riu e percebi que não era uma tentativa de ciúmes. Ela simplesmente estava com aquele Fábio de olhos claros sem nem se importar comigo. – É o Davi. Ele é um velho amigo.
                Davi estendeu sua outra mão para mim e me cumprimentou. – Prazer em te conhecer, Felipe. Já escutei muito sobre você.
                -Muita coisa ruim né? – brinquei, mas com o clima tenso, entendi que não era hora de piadinhas. Cecilia merecia ser levada a sério – Ceci, poderíamos conversar a sós por um instante?
                Seus olhos castanhos vacilaram por um instante e tive vontade de abraçá-la. Ela não merecia ter sido traída daquela forma. Sei que a própria tinha beijado Paolo enquanto ainda namorávamos, mas não fora nada comparado ao meu encontro com Luisa. Havíamos passado muito do limite do perdão.
                -Acho que não precisamos conversar. Tudo já está claro, Felipe. Entendo que nosso namoro acabou – Cecilia largou a mão de Davi como uma forma de sinalizar que não me trocara por ele – Nós não nos amávamos como namorados. Somos ótimos amigos e temos uma química muito forte, mas não o suficiente para darmos certo.
                Então, sem nem se despedir, Ceci voltou para dentro de casa e Davi a seguiu. Senti o meu coração se despedaçar, enquanto o escutava chamá-la. Ele nem dizia o apelido “Ceci”. Era como se fossem íntimos demais para usar apelidos bobos e comuns.
                Antes de entrar, Davi lançou um olhar de desprezo para mim e disse:
                -Você perdeu a garota mais incrível que poderia encontrar. Game over, amigo. Seu lugar já foi ocupado. E não tem medo de enfrentar um loirinho idiota e um professor pedófilio.
                Sabendo que a provocação era o único jeito de sair dessa conversa ileso, completei:
                -Ah, você esqueceu. O garoto mais popular do colégio também está nessa disputa. Muita sorte, Davi.
                E enquanto partia para a casa de Luisa, escutei o garoto murmurando um palavrão. Ele não era suficiente para Cecilia. Para falar a verdade, só havia um garoto que serviria para o cargo de namorado dela. Felizmente, não era eu.
Escrito por StarGirlie.